Vocábulos - Alma do Poeta: Patente do banheiro

20 de out de 2011

Patente do banheiro


"Há peixes
   que lutam
     para se salvar
       daqueles que caçam
         em    mar   revoltoso" 
             (Zé Ramalho)

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Da
janela
do meu banheiro
vejo
o século vinte e hum
farfalhar lá fora
por entre árvores e arranha-céus

Da
janela
do meu banheiro
vejo as nuvens indignadas

Com elas
toda uma hoistória
de guerras vencidas
outras derrotadas, perdidas

Com elas
acordos submissos
nunca revelados a humanidade

Com elas
sequelas de negligências
e indugências

Com elas
as tristeza dos derrotados
a alegria dos vitoriosos
                   "amores derrotdos
                    prazeres exaltados"

Hummmm! que fedor
quando mentalizei
sobre o mundo, na reflexão; dissabor:
tantas atrocidades
tantas violências
tantas maldades
tantos subornos
tantas corrupções
quantas covardias
a desassocegar as noites
e também os dias
quanta impunidade

Um celeiro
de depravação
dos que mandam na união
(porque união se há tanta desunião)
fazem da vida um recipiente de capital
fazem de tudo, não levam a mal.

"Enquanto os homens exercem
seus poderes
morrer e matar de fome
de raiva e de sede
são tantas vezes gestos naturais" (Cetano Veloso)

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