Vocábulos - Alma do Poeta: 12/01/2011 - 01/01/2012

21 de dez de 2011

O Eu do meu Eu



Quem 
pensa 
que sou feito
de carne e osso 
tá enganado
sou mesmo feito 
de vocábulos
estrofes, versos
e mais versos


Minha
alimentação
são as tintas
das canetas
e o grafite das lapizeiras
meu raciocício, é celulose
meu oxigênio, puras rimas
minha caminhada
é o alfabeto
que hora ando devagar
hora outra, corro
e ele está sempre por perto

De
todaas as tempestades
que encarei, os vocábulos
foram minhas armas
nunca me abondonou
deles fiz todas as terapias
para me deparar
com a feliciade

- o que 
é felicidade 
para você 
caro leitor?
responda para você mesmo
com muito humor
pois que a gramática
trato-a com muito amor
ortografia é minha visão 
do dia-a-dia
dela faço minha visão de mundo
feito o poeta Alan Poe

Agora 
para fechar aqui 
com chave de ouro
vos direi: 
"com um dicionário
me sinto incólume"

19 de dez de 2011

O sobrenatural


Olha
mano
beirei muita 
estrada vazia
peregrinei muitos 
caminhos ermos
anti-congruentes
para dar ênfase
ao que me destruia
até virar uma agonia

Mastiguei
muitos cravos
para aliviar a saliva
quase danifico meu cérebro
quase perco 
a graça de viver
diante do padecer
não tinha tatamento
só cura, milagre
só não busca Deus
quem não precisa
eu precisei mano
 Ele veio 
ao meu encontro

É
muito difícil
descrever a sensação
de estar diante do 
Espírito Santo de Deus
não tem como
através de palavras
a unção Dele
é inconceituável
aos olhos e mente
(num é Amartvida)
 portentosa poetisa
que ao céu irradia
e o Senhor
lhe olha com olhos
de Supremacia
e ela se ilumina 
cada vez
mais




18 de dez de 2011

Orion e um Anjo Alado


Tenho
delegado as estrelas
de geração a geração
de milênio a milênio
de encarnação a encarnação

Por
 seu habitat
ser alto (o céu)
nossa vista as alcançam
com peculiar infimidade

Por
este artífice
passei a ter brilho próprio
uma iluminação cintilante
e ninguém há de filar-me

da minha relação
com as constelações
aprendi a encarar sem medo
face a face os inimigos
compreendi que a luz prevalece
diante de sua ausência (as trevas)
e que na escuridão
somos vulneráveis

Visitei 
as constelações
de camelopardis, aquarius e áries
encarei muitas nebulosas
entre as quais a da águia
porém foi na nebulosa de Orion
que encontrei uma estrela
mais que significante
seu nome é Radu

Lá (orion) 
havia uma nuvem 
gigantesca, de vapor de água
que ao dissipar-se sobre a terra
trouxe Radu para nosso convívio

Ele
inocula a paz
dentro do humano
anda na frente do relógio
para não ficar imune ao tempo
e não deixa-se contaminar com impurezas

Feito um anjo alado.
....................................................................................................
Um enlace:  Radu (Raimundo Duarte)
um tremendo ser humano
resgatador de vidas
pois; foi ele que praticamente
me resgatou das trevas
uma homenagem
emocionante.

14 de dez de 2011

Uma honra , um mérito.


Este 
certificado
me foi concedido
pela Casa da Poesia
administrada por Renato Batista 
e Beatriz Prestes
segundo eles o certificado
é resultante da minha performance
como poeta ativista.
 
Quero 
deixar bem claro
que o mérito e a honra 
nem é só meu
é fruto de um conjunto de poetas
que dotados de sensibilidades
simpatizaram com meus poemas
e com os comentários 
para com os poemas deles

- Eim? 
- Como é ?
- não!! - 
com palavras 
não tem como retribuir
talvez com poesias sim
é uma emoção tão fort
regada a alegria
que quero dividir;
tanto com os leitores
com os poetas amigos
como Amartvida (Nina) 
e Manuel Brazão (Mano)
poetas residentes em Lisboa (Portugal)
citando estes dois poetas 
trago no cerne dos meus vocábulos
todos os outros poetas da Casa da Poesia
que feito sentinelas estraçalham  vocábulos
e mais vocábulos e mais vocábulos
feito prismas dissipando luzes
que o arco-iris não capta e sim
espectros. 
 
Estilhaços 
de cristais ao céu
caindo feito chuvaa de versos
colorindo, colorindo, colorindo
cintilando, cintilando, cintilando
e todos na terra olhando
sorrindo, sorrindo
feito delírio
de menino lindo.

11 de dez de 2011

Equilibrista (nuances fora do além)


Num 
fosse eu
esperto nômade
já teria dançado
de preferência o bolero de Ravel

Malandro
que se preza
atravessa oceano sem barco
e o deserto com pouca
água

Meu
eterno morar
será num mirante mar
e de lá contemplarei
todas as coisas
que me forem concedidas
esmiuçarei meu próprio eu
nas profundeza oceânicas
quiçá! peixe possa ser eu no mar

Todo
policial 
tem um pouco de Hitler
carrascos, não entendem de desejos
adoram torturar
- uma vez falei para meu filho
que a tortura bem praticada
ajuda no processo de respeito
- ele me respondeu
- que pensamento estúpido meu pai
Ele tava com a razão
Cristo já pagou
o preço de todas as torturas
direcionadas a nós
mas, eu falo dos policiais
 que não tem amor
no coração,
mas é só pedir que Deus dá

Uma vez
estava eu num show
de Gonzaguinha 
e faltou energia por instantes
na plateia escura do teatro
alguém disse coisas desagradáveis
assim que retornou
a tal energia, aí o cantor
disse: "as coisas no escuro são
mais fáceis de serem ditas"
que legal, né; reflita nela
meu caro leitor, pois a escuridão
transforma os seres em hipócritas
as trevas injeta falsidade 
e estando com ela 
para chegar a luz
é uma tremenda 
caminhada
- Você sabe 
onde as águas  se originam
leia a bíblia e descubra 
quantas vezes a palavra água
é notificada, faça um desafio
a você mesmo
de Gênesis a Apocalipse...
bom não vou dizer 
senão perde a graça 

10 de dez de 2011

Corpo em poesia


Nas
curvas 
delineadas
de teu esculpido 
repouso da alma
alojam-se 
em meu imaginário
milhões de serpentes
a vislumbrar-te
feito encanto

Tuas 
rosetas
assentadas
em plano
circunferencial
muitos olhos 
hão de apreciar
e no delírio
da imaginação
uma 
eterna 
canção

Ninfa 
dos confins
abençoada
por 
querubins

9 de dez de 2011

Um poema feito sentimento (para Meire)


Meire
tão quanto
teu sorriso
assim é a alegria
a perecer
no cerne da humanidaede

Meire
tão quanto
 teus gestos meticulosos
e tua generosidade
assim é o espelho
quando olho para você
vejo-me projetado
infinitamente 
dentro de sua beleza
zelosa e conservada


Meire
por onde ando
levo sempre  o seu sorriso comigo
assim sendo nunca perco
a alegria de viver
e a tristeza jamais, jamais me abaterá

O
seu carisma
tal qual solidariedade
é uma dádiva
que a natureza te inoculou
neste sentido,
Deus te guarda com carinho
porque Ele é por benevolência 
como um bálsamo feito Nardo
(lembra da Bíblia que me doas-te)
com ela descobri um reino de luz
a iluminar nossos caminhos
dia-e-noite, noite-e-dia

Que tua alegria seja eterna 
com essa carinha de menina.
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@

Do poeta Mário Bróis, pelo bem que te quero como cidadão
mas, acima de tudo pelo atendimento que sempre me deste
niunca permitindo que eu dormisse na ruaq, ao relento.



8 de dez de 2011

Tulipas e Eremita (ou coletivo vazio)




...Um eremita 
busca a solidão
...um solitário
busca a multidão

A
minha frente há
uma fotografia de tulipas
em tom amarelo, 
cultivada no Canadá
a cena de tão bela
me seduz e me faz lembrar 
de Jesus Cristo
certa feita peregrinando Ele 
pela Galiléia
entre discípulos, admiradores e seguidores
repentinamente Ele parou
ficou imóvel, concentrado
quando percebeu que todos ao seu redor
estavam impacientes e curiosos
para saber o porquê 
Ele se expressou:
"vocês não estão percebendo 
a beleza que há neste vale de lírios 

Que 
maravilhoso
as coisas de Jesus o Deus visível
nós estamos precisando
desse olhar com enxergar.

Infiniutas trilhas



Fiz
trilhas 
quase infindáveis
e numa última estação
desconhecida
me deparei com um abismo
jorrando fluentemente
gotículas de água
feito enxurrada, alimentando 
um manancial: "o Rio Alph"
na imaginária cidade de Xanadu

Mas, 
eu estive lá
deixei rotas e trilhas
enlevo de escritos
porém, queimaram na fogueira da inquisição
As rotas de melhores atalhos
escrevi-as nos livros de cavaleiros
Dom Quixote comprou todos 
e os colocou em sua biblioteca
só que um padre de La Mancha
queimou-os achando ser culpado dos surtos
do caveleiro andante
.  Escritos relicários, quem diria pertenciam
ao tal cavaleiro que emputava aos feiticeiros
suas loucuras
.  Verdadeiros mapas detalhando Xanadu
entretanto depois que eu estive lá
a cidade desapareceu

Me lembro de um detalhe
peculiar
vi de perto as mulheres 
banhando-se no rio
elas entoavam um canto esquisitíssimo
tipo um ritual, repentinamente 
apareciam aquele monte de demônios
isso mesmo, elas cantavam exaltando 
seus amantes demoníacos

Depois desta cena, olhei para o abismo
e ele já estava mais lá, neste momento
acordei com minha cachorra Dinka
lambendo minha cara, ela é meu despertador
hora de trabalhar.