Vocábulos - Alma do Poeta: Poesia e guardanapo

20 de out de 2011

Poesia e guardanapo


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Que hábito estranho, heim!!!

Minhas
inspirações poéticas
tem uma peculiaridade nada formal
elas costumam ser geradas
deitadas sutilmente em guardanapos de casas de pastos

Comprei um bloco lindíssimos e especialmente para elas
mas, não verteu nada, nada nada nada igual aos tais papéis brancos
postos nas mesas explicitamente para assearmos as mão e bôcas
neles as inspirações se soltam, abertas feitos leques, se soltam, viaja mundo
estendendo-se vertical e horizontalmente

Só que tem ainda um inconveniente, exige do poeta Bróis
uma presença na matina, é de duas horas em diante
que me dá aquela vontade sem controle, (que maravilha)!!!!
na pizzaria noturna "Di Napoli", os garçons já colocam os tais guardanapos
como parte decorativa da mesa, e agora os transeuntes se permitiram interferir
pedindo de improviso poesias que despertem e ou ativem suas relações
e nessa gangorra de versos e matinas e pedidos, eu querendo ficar só e não consigo

Porém
eu astuto como sou, driblo todas as coisas, e vou pra o ap, ver o que tem pra ler
na casa da poesia, ai o meu dia se fecha, nos encantos dos poemas
que junto com o sol que se abre vem minha indisposição, aí entra a rêde em ação,
já armada na varanda, deito pra sonhar.

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