Vocábulos - Alma do Poeta: Clamor no deserto (versos Pradiano)

20 de out de 2011

Clamor no deserto (versos Pradiano)

No clamor do meu eu
rasguei minha garganta
no meio do deserto

No exesso de calor
o bradar dilacerado
fez-me perder os sentidos,
desfalecido
delirei versos Pradiano:
"que me importa
 a coesão ao falar
 se na loucura
 do meu discurso
 eu sou legível"

Ao retomar
meus sentidos
achara que estaria
ao meu lado
o estadista Fidel Castro
mas, na verdade
era uma cigana Walkíria
a qual resgatara-me
do deserto do Mojava
e ao olhar-me
expressou versos Pradiano:
"a vida é nobre
porque deixa
o riso singelo brotar
e, sendo vida
segue seu caminho"

Com a cigana
aprendi canalizar
meu anjo-de-guarda
mas, não me permiti
ser resgatado
para nenhum exército
de guerreiros mercenários
(como fazem as Walkírias)

Sabe por quê?
porque meu exército pertence
aos degustadores de vocábulos
como Luciene Prado a dizer:
     "Dê-me
      um gole de palavras
      quero me embriagar agora
      quero ser polissílaba
      ao verserjar"

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