Vocábulos - Alma do Poeta: Oceano e Oriente

20 de out de 2011

Oceano e Oriente


"Feliz de quem tem paciência
                para ler, viaja o mundo
                              sem sair do lugar"
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Na tentativa
de atravessar
os oceanos
em busca do Oriente
(não para fugir da minha pátria)
encarei uma adversidade
de situações e emoções

No que
nossa vista alcança
o infinito
vai muito além
(e bota além nisso)

Agora, vejam bem
eu desarmado sem bússola e sem espelho
não fosse a minha descendência
com Piratas, Vickingues e navegadores
teria eu naufragado
no primeiro poço dentão
(espécie de caldo )

Na antecipação preparatória
morei a beira do mar
um longo período
me aliei aos pescadores
da praia de Zumbi (RN)

Eles têm
uma técnica de mergulhar
profudamente sem escafrangue
controlando a respiração
na pesca da lagosta eles batem record

Para aguentar a sede
participei de um rodízio de água
onde o alimento era salgado
e não tinha água disponível
às vezes bebiamos a própria urina
na ânsia da sede

Para ter paciência
pelo tempo que envolve
a minha empreitada
me introduzi na ioga
com ela, além do domínio do tempo
deixa-nos com a percepção
extremamente aguçada

Para encarar os maremotos
fui trabalhar numa indústria
de cimento, onde comecei
carregando meio saco da argamassa
no final carregava dois, cem quilos

A caminho maritmo
para o Oriente, conheci
figuras: exóticas
           mitologicas e
           lendária
porém a mais simpática que achei
foi sobre as Naiades
elas tem o dom de curas e professia
sua função é proteger as fonte d'água
são ninfetas belíssimas
que nos manancias de água límpidas
elas só permitem que bebam
mas não tomem banho nelas
elas matam só com o olhar

Bom!
com Henri Charrieri (Papillon)
aprendi a driblar a fome e sede
comendo cocos (saudável alimento)

Decorre
que quando cheguei em Akita
uma cidade ao noroeste do Japão
minha missão encerrou-se
conheci um japones que fala Português
ele é vigia dum convento chamado
Instituto das Servas da Eucaristia

Agora vou revelar
pra você leitor, o meu objetivo
fui em busca do meu amor secreto (Odisséia)
seu verdadeiro nome é Marinalva
e quando toquei neste nome
o japona disse: - Ah, é uma senhora
membro da cruz vermelha
que veio do Brasil, para resgatar vidas
no terremoto ocorrido aqui no País.
Olha a semana passada, infelizmente
ela foi vítima de um choque
entre dois automóvei em alta velocidade
ela iam passando a pé no local
e foi bruscamente atingida, salvou muita gente
mas não pode ser salva
...neste instante toda minha
dedicaçao entre treinos físicos
as tempestade que encarei nos mares
os frios intensos, passado fome e sede
foi tudo de água abaixo
... minha odisséia se foi sem dar tempo
de voltar ao Brasil, e eu sem ela
tou me sentindo um trapo
um rabugento, nunca quis uma foto dela
justamente para não sofrer mais ainda
porém a vida continua
fui resgatado pela Marinha do Brasil
fiquei sem forças para retornar
                         via auto-mar.

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