Vocábulos - Alma do Poeta: Lençois alvejantes ao céu

20 de out de 2011

Lençois alvejantes ao céu


Entre
      o poeta
               e a poesia
                           há uma ferramenta (nobre)
                                                   os vocábulos (Bróis)
     Uma certa fase de minha vida
     em que andei pelas trevas
     passei a ter sonhos voando
     e voava com certa maestria
     prodigiosamente me aproximei
     de Deus, e me fiz água:

Ser-me pois, nuvens às alturas
longíncua, (porém nem tanto)
do nosso arado e prado terreno
          Aproximar-me o quanto possível
          da  morada das bolas de algodão
          (comumente chamada de céu)
Fazer-me nesta itinerante ascenção
que eun tenha a benção e bonade
de tocar no reino do Senhor
          Posteriormente recair sobre a terra
          em forma de gotículas de água
          alimentando a felicidade da natureza
Habitarei imensos mares
lagoas, lagos córregos...
barragens invadindO lares
         Agitarei os extensos oceanos
         num instante, incisivo instante
         em que tocar na superfície do aqüifero
Dissipado, obviamente desaguarei
e inundarei as reservas potáveis
(em especial às em extinção)
         Assim sendo me sinto um pacífista
         pela probabilidade de evitar uma guerrra
         em função da ausência de água potável
Com o feitio serei convocado
a receber apreço e condecoração
e subirei ao trono imaprovisado
         E quando encerrar o som
         da minha voz em exaltação a água
         do alto do trono gritarei: SOLAIDÃO POR FAVOR
                                           ME FORATALECE.|

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