"Dos resíduos insôniferos
do meu passado sem futuro
rasguei a mortalha (trevas) desbotada
pela incidência da luz que me envolveu"
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Do silêncio
em sua intrínseca essência
absorvemos a calma e a paz
Da solidão
impetamente amarga
e solitária; contraimos
a sensação de desprezo
Da paixão
manifesta-se os desjos
(libidinosos e de furnicação)
da ansiedade dos corpos
Da religião
herdamos os benefícios da fé
invisível; porém, imprescritível
Do rancor
nada se herda
nem se lavra
Da tortura
extrai-se as verdades não ditas
e a contração da dor traumática
do beijo
sentimos uma sensação agradável
entre o escoar da saliva e o gôto
Do olhar...
... do olhar, que dizer?
- bem! do olhar
absorvemos imagens
e o poder da leitura
de poemas e mais poemas
de versos e mais versos
como os de Sandra Freitas
a dizer: "De palavras soltas
pedaços de mim
come as sílabas que lhe dou"
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