Vocábulos - Alma do Poeta: DA série: "Quem faz um poema abre uma janela - Epígrafe II - Eterno e infinito - part II

20 de out de 2011

DA série: "Quem faz um poema abre uma janela - Epígrafe II - Eterno e infinito - part II

DEDICADO A VERÕNICA DE NAZARETH (pela simplicidade do seu eu)

Na madrugada
o silêncio é cortado
pelos gritos de socooooooooorro
e pelas sirenes de ambulâncias e ou viaturas
também, por choros de curumins
clamando por fome e carências de afetos
entristecendo a noite...e eu

No silêncio da madrugada
me sinto nos braços da lua
me sinto na asa dos pássaros.

É na noite
que infinito e eternidad
andam de mãos dadas
e o tempo é o presente segredo
onde os sentimentos se dissipam, se diluem
como um orvalho se dilue com os raios do sol
(orvalho - a gota d'água mágica
do lusco-fusco matinal)

Dentro da noite e seus encantos
cada encruzilhada, retém um receio
cada perfume, guarda um aroma
cada desejo, um delírio urgente
cada movimento, uma arte (feito dança)

Dentro da noite
me umedeço de perfume
e de mulheres ao alcance
os olhos e das mãos,
para tocá-las cariciosamente
e me expressar como o poeta Lulu Santos:
"tem certas coisas que eu não sei dizer
somos feito de silêncio e som"

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