Vocábulos - Alma do Poeta: Anacleto Jacutinga (Entre sincretismo e drogas) - part III (o fecho)

20 de out de 2011

Anacleto Jacutinga (Entre sincretismo e drogas) - part III (o fecho)


"Viva o poder
     das rosas, que
         nos induz aos seus
            perfumes, repleto de
              aromas, inalantes, em leque"
' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' '

Detalhes:

O centro de recuperação
para dependentes químicos
na verdade, era uma farsa dos muçulmanos
vieram à Bahia com intenção
de elaborar estratégias para derrubada
do Word Trade Center, e o centro
reciclava homens forte de físico
porém fraco de mentes

Jacu
ao perceber essa manobra
deu baixa no tratamento
não permitiu lavagem cerebral
tinha apenas o curso primário
mas, a faculdade da vida
o ensinara a ser um experto
sabia o pretérito-mais-que-perfeito
na ponta da língua

Acostumado
a freqüentar os terreiros de umbanda
no Candeal, disse para os muçulmanos
- o meu Deus é outro, não Maomé.

Anacleto
já um tanto recuperado
buscou reforço de auto-ajuda
na congregação de Rosemeire
e se identificou com o evangelho
da doutrina cristã, tanto que
conseguiu largar o vício das drogas
(Sim! porque o Espírito Santo de Deus
cura a mente, banindo a compulsão)

Agora
jacu, em vez de capoeira
fazia cultos relâmpagos
na porta do mercado modelo.

Entretanto
certo dia, Jacutinga inventou
de tocar no deus dos muçulmanos
e expressou: - O Deus que me trouxe luz
                      removendo-me das trevas
                      é um Deus de misericórdia
                      e nos seus mandamentos
                      está escrito que não devemos matar.
                      Ele quer vida e vida em abundância, 
                      como é que se mata em nome de deus
                      auto-suicidas com bombas à cintura
                      Senhor Deus do universo, tende piedade
                      deste povo cego por fanatismo .

Decorre que
bem perto dele, havia um grupo
de muçulmanos, sem que ele percebesse.
Para encurtar a história, meu caríssimo leitor
apenas, Zé da Ribanceira viu
a agonia de Jacu, para entrar num carro estranho
com gente estranha dentro
pois Zé, não sabia do que se tratava
dois dias depois encontraram
o corpo de Jacu carbonizado
precisamente no terreiro de Jesus
próximo a praça da Sé, numa noite
onde o Fonte Nova aglutinava
quase toda população num clássico.

No
seu corpo, ainda havia resíduos
dos explosivos que o detonou,
isso aconteceu num certo dia
de Cosme-Damião
coincidência ou não Anacleto Jacutinga
deixou dois filhos do casamento com Rosemeire
um chamava-se Cosme, onze anos
o outro Damião, quatorze anos.

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