Vocábulos - Alma do Poeta: Versos e prado (Mário Bróis - Luciene Prado)

20 de out de 2011

Versos e prado (Mário Bróis - Luciene Prado)

Não interlocute-me feito aleatório
pelos indesejos dos deuses gregos
assim sendo não haverá harmonia
entre o meu e seu querer desejos

Quis eu me calar em modo sensório
falar em sinestesia do sentir;
sim, entenderias tu em tua fantasia,
nosso silêncio do Olimpo o ruir

Mas se cederes por seu agraciamento
seremos marés a jusante ou montante
serás lápis eu lapiseira e nós a criação

Eu cedo-me em bailado movimento,
a bailarmos nós, as marés, o instante
da escrita sejamos nós o carvão

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