Vocábulos - Alma do Poeta: Inextricável (poema a quatro mãos)

18 de jun de 2013

Inextricável (poema a quatro mãos)


o
abstrato
me acalma, o absoluto
me consome e nada há de matar essa 
fome do que venha a ser inextricável.  E nessa visão

(ver
tiginosa 
lombra inebriante)
onde o eterno irrompeu no efêmero
não havia matéria; não havia o desgaste, e tudo que 
aprendina vida nessa grande universidade agora sim teve fundamenteo



o
estático
me destrói o que
tem movimento me fascina
o ômega é um precipício estancante, o
princípio, meu interesse ao impropício.  Prefito

ser um
manitó que um 
deus  sem cabeça; prefiro ser 
um espírito na selva que um  carnal na selva
 de pedras.  Tem horas que preferiria ser o sol - posso 
aparecer(dias límpidos) ou não aparecer (dias nublados) ou quiçá 

ser 
o vento 
tocar em tudo e 
em todos imperceptivelmente
...............................

duas primeiras estrofes; Léo
duas últimas; Mario Brois

.........................................
dedicado a Gleyciane cortez.

Um comentário:

  1. Uma parceria bela e em perfeita sintonia. Parabéns aos poetas.

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