Vocábulos - Alma do Poeta

30 de jan de 2012

Da série: poemas em guardanapos - Caminhos a trilhar.




Sempre
e sempre
procurei andar,
trilhar caminhos
que possa ter
 a visibilidade geral
das paisagens
enquadrando-as no meu olhar

Nem ando
pela esquerda nem direita
estou sempre no  meio
meio de gentes
meio da floresta
meio da luz
meio da noite e
meio da rua

Meio
como meio
de viver, de andar,
de sorrir, de chorar,
de cantar e declamar

E
por entre os poetas
eu no meio, dos versos
que me envaidecem.
Também os vocábulos
em proporções
dilaceradamente ilimitáveis
em cor, em enredos,  em ação 
sendo ação
promovo uma evolução
inversa a todas as revoluções
que no final
pode dar em nada
do que eu queria
mas vim, lutei, perseverei

Ainda lembro
do cheiro impregnado
do barro placentário
do ventre de minha mãe;
se soubesse lá
que as atrocidadeds do mundo
fossem tão cueis
tinha pedido para morar
eternamente
na placenta.

...Bróis...






27 de jan de 2012


Eu
sem poesia
me sinto sem oxigênio
ou mesmo, desidratado
- isto mesmo!
poesia para mim é água
saciando minha sede

Eu
Sem poesia
sou um pássaro
sem ninho
sou cama sem solitária
(sem parceira)
sou mendigo
desprezado 
num deserto

Eu
sem popesia
sou solidão
sou sino, sem baldalo
sou só
sem irmão
sou ermo
sou desencontro

Eu 
sem poesia
sou alienado, ignorante
sou azar, sem sorte
mas
nunca fiquei sem ela
a mesma tem me acompanhado
em toda trajetória existencial
e assim confesso
que todas as ameaças
que tentaram me abalar
sairam desembestadas

A poesia 
para mim
é arco, é flexa, é defesa
com ela me sinto belo
feito um panorama no cosmo
tendo o céu como toldo

- Aí sim, 
sou constelação
de  versos e 
e mais versos
e mais versos

24 de jan de 2012

Filhos eternas ondas (feito luz no mar)

e


Este poema
 é dedicado a minha filha Gioconda
que aniversaria hoje.  Pela distância
que ela mora, vai versos em forma de beijos carinhosos
.
..................................................................................................................................

Quando
eras, bem pequena
eu ficava admirando
teu jeito
um tanto introspectivo mas,
ao mesmo tempo lúdico
costumavas tu
nos promover surpresas
repentinamente,
eram atitudes engraçadas
pra fazer eu e sua mãe sorrir;
até hoje guardo comigo
estas lembranças
que não dissipar-se-ão jamais
de minha memória

Depois
ficaste adolecente
tomaste conta do teu próprio
jeito de ser
e a vida me ensinou
que devemos deixar
cada um cuidar do seu eu
como pai; adulto
orientava para as coisas indesejáveis
e distorcidas

Depois
fostes mãe, e eu perdi-te
para a distância, nos desaproximando;
menos o amor entre nós
resistente ao tempo
e as intempéries.  Mas, a saudade
é algo que me estraçalha
por dentro e por fora 
mas não tira do sério minha mente
por isto hoje te escrevo
e o motivo é seu aniversário
e em versos vos direi-te:
"estais mais velha que o ano passado
porém, mais nova que os próximos anos"

Linda
feliz aniversário,
D'pai








 

poesia noite adentro




A
madrugada
para mim
é como um paraiso
por entre a selva de pedra

Ela
(a madrugada )
é minha eterna parceira

Tenho feito
do meu imaginário
muitas viagens noturnas
são nuances introspectivas
são performances dilaceradas
ou direcionadas

Na
madruga
encontro-me comigo mesmo
e desencontro-me dos indesejos
insanos
dos que vivem ao relento
- Sem teto
quem somos?
- Com sede
o que faremos?
- Com fome
como iremos raciocinar?

O
raciocínio
tá no silêncio
que a madrugda propicia
permitindo-nos pensar,
refletir, planejar...
permite ter o que não há
permite ser o que não
pode ser (que seja)

Madrugada
não é fantasia
é tato
é percepção
é amor
é paixão.




13 de jan de 2012

Busca


Eu busco a minha luta
nas minhas cicatrizes emocionais
perdoando e esquecendo
para que o ódio
não se transforme
em uma insuportável coroa de espinho
e que me faça amargar
o meu próprio fel no escuro vazio do meu medo.

.......Raimundo Duarte (Radu)......um amigo de vera.

11 de jan de 2012

Unguento por entre poetas


Eu
dentro
dos poemas
de cada poeta;
sou vocábulos
sou fonética
sou
encontros consonantais
sou o sonho 
de cada enredo
sou a performance
de toda nuance
onde os verbos 
são estrilhaços de pronomes
desde o céu
até a terra

Sou 
cada preâmbulo
exaltado
em estrofes 
e mais estrofes
de inspirações 
feito aspirais; saculejando
a bússola 
dos 
quatro pontos 
cardeasis

Dentro
das composições 
dos poetas;
faço da literatura, 
um recurso de mil alegrias
regozijos e fantasias 
e realidades 
e sonhos

Dentro 
dos poemas; 
que ainda
estão por vir
sou a fagulha 
de cada esboço
sou tintas grafitada 
em cada papel
em cada bloco atual
em cada gurdanapo
em cada 
instrumento 
virtual
sou delírio no ar
sou ondas 
em 
efluentes mares;

Do cordel
sou o papel
da rima 
sou 
mote e glosa
................................................
.....Mário Bróis.....






Uma linda e iluminada poetisa (Luciene Lima Prado)


Um
olhar, de expansão
inocudado de alegria
(pelo sorriso)
que transborda
e anima 
e contagia

Um 
olhar, de imensidão
transportando coletivos
feito cardume 
de surfistas
feito falanges;
e, os anjos
todos contemplando-a

Um 
olhar, feito afeto
sussinto
discreto
rico
em
expressão
de uma linda
fisionomia
de poetisa
onde os vocábulos 
repousam
fazem festas.
.......................................................
Mário Bróis.


10 de jan de 2012

´Vento banindo o amor

E
se
os ventos
banalizarem
o nosso amor
soprando-os
 longincuamentes

que será
de nossas mentes?

E
se
o tempo
abandonar
nossas idades
terceirizando-as

que
será
dos nossos braços
em mil abraços
abraçados sempre
junto ao mar

o
futuro
do tempo
é nossa velhice
mas, os desejos
não têm idade

entretanto
os ventos teimam
em nos separar,
que revolta é esta?

ventos
contra o amor

já nem sei onde ela onda
senão ia  por lá






Da série: eu na pena dos poetas.

Este acróstrico
que hora postarei
é uma obra de arte
em vocábulos
feita por minha especial
Amiga
linda
LUCIENE  LIMA PRADO
.................................................................................

Luiz, o Mário Bróis, a poetar sob a luz da lua
Une palavras como une corações pela estrada nua;
Inspira-se até no deserto sem oasis,
Zanza sob os raios das lunares fases.

Mário Bróis, a teclar versos de janeiro a Janeiro,
Ávido por presentear o mundo inteiro;
Ri, mas também chora e se cala para ascender,
Indo ao céu dos poetas maiores, sem tremer,
Olhando as nuvens e apanhando suas rimas.

Destaca sonoridades pares, ímpares, primas,
A tudo unir sem hesitar, sem voltar atrás.

Caminhos tece a aaprocura de paz.
Ouvindo a noite e suas canções,
Sussurra a todos os corações
Toda sua essência de poeta,
A vida, tornando-a completa.

......................................................................
diante de um ato tão magistral
só há um termo: "GRATIDÃO"

21 de dez de 2011

O Eu do meu Eu



Quem 
pensa 
que sou feito
de carne e osso 
tá enganado
sou mesmo feito 
de vocábulos
estrofes, versos
e mais versos


Minha
alimentação
são as tintas
das canetas
e o grafite das lapizeiras
meu raciocício, é celulose
meu oxigênio, puras rimas
minha caminhada
é o alfabeto
que hora ando devagar
hora outra, corro
e ele está sempre por perto

De
todaas as tempestades
que encarei, os vocábulos
foram minhas armas
nunca me abondonou
deles fiz todas as terapias
para me deparar
com a feliciade

- o que 
é felicidade 
para você 
caro leitor?
responda para você mesmo
com muito humor
pois que a gramática
trato-a com muito amor
ortografia é minha visão 
do dia-a-dia
dela faço minha visão de mundo
feito o poeta Alan Poe

Agora 
para fechar aqui 
com chave de ouro
vos direi: 
"com um dicionário
me sinto incólume"

19 de dez de 2011

O sobrenatural


Olha
mano
beirei muita 
estrada vazia
peregrinei muitos 
caminhos ermos
anti-congruentes
para dar ênfase
ao que me destruia
até virar uma agonia

Mastiguei
muitos cravos
para aliviar a saliva
quase danifico meu cérebro
quase perco 
a graça de viver
diante do padecer
não tinha tatamento
só cura, milagre
só não busca Deus
quem não precisa
eu precisei mano
 Ele veio 
ao meu encontro

É
muito difícil
descrever a sensação
de estar diante do 
Espírito Santo de Deus
não tem como
através de palavras
a unção Dele
é inconceituável
aos olhos e mente
(num é Amartvida)
 portentosa poetisa
que ao céu irradia
e o Senhor
lhe olha com olhos
de Supremacia
e ela se ilumina 
cada vez
mais




18 de dez de 2011

Orion e um Anjo Alado


Tenho
delegado as estrelas
de geração a geração
de milênio a milênio
de encarnação a encarnação

Por
 seu habitat
ser alto (o céu)
nossa vista as alcançam
com peculiar infimidade

Por
este artífice
passei a ter brilho próprio
uma iluminação cintilante
e ninguém há de filar-me

da minha relação
com as constelações
aprendi a encarar sem medo
face a face os inimigos
compreendi que a luz prevalece
diante de sua ausência (as trevas)
e que na escuridão
somos vulneráveis

Visitei 
as constelações
de camelopardis, aquarius e áries
encarei muitas nebulosas
entre as quais a da águia
porém foi na nebulosa de Orion
que encontrei uma estrela
mais que significante
seu nome é Radu

Lá (orion) 
havia uma nuvem 
gigantesca, de vapor de água
que ao dissipar-se sobre a terra
trouxe Radu para nosso convívio

Ele
inocula a paz
dentro do humano
anda na frente do relógio
para não ficar imune ao tempo
e não deixa-se contaminar com impurezas

Feito um anjo alado.
....................................................................................................
Um enlace:  Radu (Raimundo Duarte)
um tremendo ser humano
resgatador de vidas
pois; foi ele que praticamente
me resgatou das trevas
uma homenagem
emocionante.

14 de dez de 2011

Uma honra , um mérito.


Este 
certificado
me foi concedido
pela Casa da Poesia
administrada por Renato Batista 
e Beatriz Prestes
segundo eles o certificado
é resultante da minha performance
como poeta ativista.
 
Quero 
deixar bem claro
que o mérito e a honra 
nem é só meu
é fruto de um conjunto de poetas
que dotados de sensibilidades
simpatizaram com meus poemas
e com os comentários 
para com os poemas deles

- Eim? 
- Como é ?
- não!! - 
com palavras 
não tem como retribuir
talvez com poesias sim
é uma emoção tão fort
regada a alegria
que quero dividir;
tanto com os leitores
com os poetas amigos
como Amartvida (Nina) 
e Manuel Brazão (Mano)
poetas residentes em Lisboa (Portugal)
citando estes dois poetas 
trago no cerne dos meus vocábulos
todos os outros poetas da Casa da Poesia
que feito sentinelas estraçalham  vocábulos
e mais vocábulos e mais vocábulos
feito prismas dissipando luzes
que o arco-iris não capta e sim
espectros. 
 
Estilhaços 
de cristais ao céu
caindo feito chuvaa de versos
colorindo, colorindo, colorindo
cintilando, cintilando, cintilando
e todos na terra olhando
sorrindo, sorrindo
feito delírio
de menino lindo.

11 de dez de 2011

Equilibrista (nuances fora do além)


Num 
fosse eu
esperto nômade
já teria dançado
de preferência o bolero de Ravel

Malandro
que se preza
atravessa oceano sem barco
e o deserto com pouca
água

Meu
eterno morar
será num mirante mar
e de lá contemplarei
todas as coisas
que me forem concedidas
esmiuçarei meu próprio eu
nas profundeza oceânicas
quiçá! peixe possa ser eu no mar

Todo
policial 
tem um pouco de Hitler
carrascos, não entendem de desejos
adoram torturar
- uma vez falei para meu filho
que a tortura bem praticada
ajuda no processo de respeito
- ele me respondeu
- que pensamento estúpido meu pai
Ele tava com a razão
Cristo já pagou
o preço de todas as torturas
direcionadas a nós
mas, eu falo dos policiais
 que não tem amor
no coração,
mas é só pedir que Deus dá

Uma vez
estava eu num show
de Gonzaguinha 
e faltou energia por instantes
na plateia escura do teatro
alguém disse coisas desagradáveis
assim que retornou
a tal energia, aí o cantor
disse: "as coisas no escuro são
mais fáceis de serem ditas"
que legal, né; reflita nela
meu caro leitor, pois a escuridão
transforma os seres em hipócritas
as trevas injeta falsidade 
e estando com ela 
para chegar a luz
é uma tremenda 
caminhada
- Você sabe 
onde as águas  se originam
leia a bíblia e descubra 
quantas vezes a palavra água
é notificada, faça um desafio
a você mesmo
de Gênesis a Apocalipse...
bom não vou dizer 
senão perde a graça