Vocábulos - Alma do Poeta

20 de out de 2011

Amar é bom (e faz renascer)



Quando  amamos
tudo torna-se sublime
o corpo
pede desejo
a mente divaga
em pensamente reluzentes
feito brilho e brilhos e brilhos
feito um arlequim em cena
feito sonhos em estágio desproporcionais
feito pérolas, brilhantes exotéricos
feito alegria propagada nos hemisférios

Quando amos
somos feito neon
em cores espectras
como um globo violácea

Quando amamos
os olhos ficam mais espertos
também brilham mais
feito areias finas prateadas
reservadas em invólucros orientais

Quando amamos
o corpo fica mais sensível
ao toque dos pés e das mãos
o espelho fica infinitamente transparente

Quando amamos
o tempo
torna-se apenas referência

Nossa anatomia
onde o verbo é um complexo de órgão
que fissuradamente promove vivacidade
é tudo por causa do amor
independente da idade

Nunca é tarde
nem tampouco cedo
para se amar.

Para Renato Baptista (uma abordagem)




E
quando os vulcões
entrarem em erupções
em tempos de armagedom
nós estaremos numa espoçonave
assim não seremos atingidos pelos magmas

E
quando os vento uivantes
agitados provocando tornados
estiverem espraiados na face da terra
estaremos num refúgio subterrêneo
assim estarás potegido

E
quando os oceanos revoltos
provocando maremotos e mais maremotos
for uma realidade fatal
te transportarei para um alto cume
com nível bem acima do nível do mar
nada te atingirá

E
quando as guerras começarem a assolar
nos países do mundo inteiro
estarei a frente do exército mais reforçado
dizimando inimigos e mais inimigos
combatente; saimos ilesos

E
quando sentires saudade
serei gaivota feito correio
te trazendo mensagens
assim
a saudade será dissipada

E
quando te sentires ameaçado pelo amor
aí todas estas coisas já tem passado
voltarás para o cerne do teu convívio
inabalado, esperto, e com vida
e feito alferes dirás
"e viva a democracia da poesia"
porque hoje é meu aniversário.

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Com todo carinho e respeito por este que chamo humoristicamente , ou ludicamente de estadista, na verdade ele estará acima dos estadistas por ser um grande poeta e literato, acima de tudo um coração coletivo.  Abraços Renato deste poeta que te deseja um feliz aniversário.

Da série poemas guardanapos: Vitrine da eternidade



"Os meus versos
da pulos e cambalhotas
quando te vê, porque você
é meu único e definitivo poema"

Alceu Valença- que bela declaração de amor!!!!


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Faço
do meu tempo
o agora
em improvisos
mirabolantes e anti-herméticos

- Como?
- não sei!
- mas os vocábulos
sabem por mim

Eles são
um elemento da nossa cultura
gerado pelo criador do universo
afinal foi através de palavras
que o mundo ganhou os elementos
inseridos a ele, em vida e forma

Faço
do meu tempo
uma maneira prática
de versalizar e versatilisar:
o imprevisível
o encíclico
o permutável
e o mutante

- Como?
- Não sei!
- Mas, os versos sabem.
Dignificantemente
se comportam comigo
no meu agregado mundo
mundo onde as trilhas
são verso e mais cem versos
a mais ... é pouco, muito pouco

Versos para mim
são como as estrelas; incontáveis
versos para mim
é como Renato Baptista
onde sua ancestralidade
aliada a eternidade é oriunda
de uma raiz genealógica
onde os versos em poesia e primazia
estão presente, feito uma avó/poema
que em noites de quarentena
sentava o menino no colo e citava
poemas e mais poemas

Faço
do meu tempo
o que os sábios fazem
meditar no belo
(sem se fascinar exacerbadamente)
senão morrerás como Narciso
onde o espelho fora seu mundo
fechado e inciso.

Em nome do tempo e da paixão



Pois é !! fazer o quê
fui inventar de me apaixonar
ai o quê que acontece
qualquer ausência pequena
se torna uma eternidade grande

Pois é !! fazer o quê
me apaixonei porque quis
agora não tem outra alternativa
é corresponder para ver
bom, mas quem pensa
que eu me arrependi
tá enganado, quero me apaixonar
mais ainda, por essa linda menina
ela é uma espécie de jardim
repleto de jasmim, cheiro de mim
de ti, de todos nós, neste lindo jardim
de Jasmim, também é absynto de menina
menina atrevida e ousada

Pois é !! fazer o quê
é uma paixão feito um doce querer
um doce querer, feito mesmo
uma grande paixão
o nome dessa menina
chama-se casa da poesia
ai, só porque não visitei ela ontem
percebi que havia um certo vazio
dentro de mim me incomodando,
ainda bem que agora eu tô aqui 
visitando esse jardim repleto de poetas
feio um vale de jasmim.

)))))))))))))))))))>>>>>>>>>>>>>>>>>>((((((((((((((((((

-pois é gente, só porque não visitei vocês ontem
acordei com aquele sentimento, de que meu feria-
do não fora completo, aí matei a saudade desta
paixão com os versos acima

um poema de felicidade




E
se por acaso
algum dia
a feliidade me abater
meu Deus
que devo fazer?

...A felicidade
é um estado de espírito
tão nobre
mas feito efêmero
se dissipa muito rápido

É preciso cultivar e conquistar
 incesantemente
feito corpo demente

E
se por acaso
algum dia a felicidade
se distanciar de mim
meu Deus
que serei de mim
a felicidade nos rege
feito elemento místico
feito um compêndio de sabedoria
feito risada dia-e-noite, noite-e-dia
devemos cuidar com zêlo e determinação
feito uma tribo de irmãos
feito um coraçaõ ao contrário
da contra-mão.

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Pequeno enlace; estava observando a foto do Bruno Gaspari, e de repente estes versos fluiram, com certeza ele é um menino feliz, seu olhar cabisbaixo, não passa timidez nem tristeza, é um olhar de felidiade, coincidentemente ele postou um poema que também abordada o tema "felidade", que maravilha, ainda dizem que a telepatia não existe.

Poemini desafio da casa - 06 - Mário Bróis



                     "Meditei  Nele
                          e Ele me afagou"                    

Placa luminosa (movido pelo silêncio da madrugada)



Voluntariamente
resolvo visitar a madrugada
aliás; o silêncio da madrugada
e perambulei noite adentro
antes que o arrebol me fizesse recolher
a minha velha rede comprada
em Catolé do Rocha
na verdade fui visitar Brejo do Cruz
onde as rochas falam alto

Absorto, na noite
sinto o frescor ímpar do vento
que faz os nosso poros eriçarem
levitantemente
sabe aquela coisa que pensamos
ser um carinho
e mais parece pássaros no ninho
tremendo de frio pedindo a mãe
para alojarem-o debaixo de suas asas
mas deveras o frio foi uma tremenda fuga
do calor exorbitante do dia
e ele (o frio) penetra em nós como um balsamo aliviador

Depois de caminhar bastante
dialogando com o silêncio
pude perceber o quanto ele é integro
e se sente ameaçado com os gritos de assalto
ou tiros a ermos
fora disto nada ameaça  a minha passeada

A certa altura da caminhada
vejo um letreiro com  o slogan: "Placa Luminosa"
de lá de dentro ouço um acanção que diz:
"Voa oh minha liberdade
entra se eu servir como morada" (Jessé)
confesso que estes versos
me emocionaram por completo
e ao entrar no recinto e usar um guardanapo
para enchugar as lágrimas
ouço alguém me chamar de Zé Ramalho
que tremendo elogio, e eu; disfarçadamente fiz que não ouvi

A luz de uma penumbra típica da noite
era quase imperceptível quem estava no palco
mas o toque do violão, estava ótimo de ouvir.

De repente escuto o violonista
se expressar: "Gostaría que o poeta Mário Bróis
viesse até aqui, declamar um pouco para nós.

Rapaz aquilo soou como uma porrada inesperada
mas poeta que se preze, faz como Fernando Pessoa
deve usar heternômio, não para confundir
mas para mostrar que poeta é ser pluralista,
poeta é sinônimo de coltivismo,
como peixe feito cardume,
ou como anjos feito falange.

Ao aproximar-me percebi que era Raul
do Alcatéia Maldita, especie de vanguarda local
e eu falei: -  que imprensado meu?
e ele: - mete a boca no microfone
és a estrela desta noite em que de longe vi tu prembulando

E eu: "Na noite me sinto mais humano
não por causa apenas do silêncio
ou da tranquilidade que permeia
mas, acima de tudo porque
aqui estão concentrados todos os lobos da esterpe
feito o personagem de Herman Hesse
e neste sentido não vou declamar poema meu
mas vos direi apenas uma estrofe
"a poesia fez de mim um homem feliz
assim sendo transmito e não transfiro esta felicidade
pois se ela a me pertence, então cederei uma partícula
a quem de fato sempre esteve dentro de mim
minha saudosa mãe
foi ela quem me ensinou os segredos
de como andar na madruga
e quando ela se foi a madrugada me abraçou.

O silêncio me atrapalhou


Bom!
não estou aqui
neste pequeno texto
desdirecionando opiniões
nem tampouco manipulando consciência
muito menos querendo induzir
quem quer que seja.

Porém, num outro dia
um texto meu postado aqui
enfocava porque sempre e sempre
precisamos de liderança?
e isto não foi fruto de minha imaginação
fora, de fato, fruto de muita pesquisa
e muitas leitura na história da humanidade
a começar por Cristo, sorte nossa
por ele ser um líder que só impetrou amor em nós
agora imagine um Hitler, um Jim Jones,
Um George Bush, Stalyn, Lenin etc et c etx
tudo isto para enfocar que
a pouca ausência de Renato Baptista e Beatriz
pude perceber ontem, que provocou uma frieza
de reter pensamentos, a salvação no sentido simples
e não exagerado foi de Nina e veja que praticamente
foi a primeira a manifestar esta saudade
e eu, que escrevi um texto, que quase deleto,
por falta de entusiasmo
mas, quando lembrei que somos um grupo
uma família, aí me contentei, e pensei
sejamos fortes o suficiente ao ponto de incorporarmos
os espíritos coletivos destes dois que nos representam
muito e dignificativamente bem,
senão quando eles precisarem de nós
quem seremos.

Entretanto me redimo no sentido de perceber
que eles (Bea e Renato) podem não ser insubstituíveis
mas, carismaticamente jamais seremos iguais a eles

Beijos a todos. Mário Bróis

Versando a prosa Part II




"Eu sou
     como uma borboleta
                tudo que penso
                           é em liberdade"  (Benito de Paula)

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- Mergulha o dia  
- como um pouso mágico
- Quando deita o sol
- Às mãos do Senhor!!!

-  pá pá pá pá pá pá pá pá !!!!!(palmas)

- estava eu ensaiando declamativamente estes versos  de  autoria de Wagner Marim; hora antes havia orado ao Senhor, induzido por um sentimento de ira em função das atrocidades que vemos nos jornais de TV e outras tribunas, sem dúvidas, tá rolando uma guerra sinistra, podemos até intitula-la de revolução civil, morro contra justiça e matando-se injustamente.

- Olá dona Prosa!!!!!!, até que enfim retornas-te!
- Pois é Mário Bróis, estive fazendo uma viajem a uma tal Xanadu, dizem ser uma cidade imaginária, porém fui em busca do viajante que esteve na tal Xanadu, porém ele morreu mas não deixou a trilha para se chegar lá.  Estive em Budapeste, a procura da última estação, porém o progresso já havia banido a estação.
- Mas, dona prosa; afinal que fostes fazer em Xanadu?
- À procura do Rio Alph!
- Com que intenção?
- Vê se encontrava as tais amantes, que se banhavam com as águas do tal rio, para invocar os amantes-demônios.
- Pelo amor de Deus, dona prosa, aguce sua fé, essas coisas de imaginários será que tem fundamento, dentro da lei de Deus, quem sabe se o rio que tu  procuras, não seja o rio que Sidarta, (o Gotama) costumava dialogar com os espíritos de luzes para iluminar seus caminhos!.
- Vamos deixar esse assunto para outra hora Mário Bróis, vim aqui em nome da guerra!!!!!
- De quêêêeêêê? Dona prosa?
- ou; desculpe!!!! falo: "Em nome da paz".
- Ahhhhhhhhh, já fiquei um tanto nervoso só com essa tal palavra, que não quero nem repetir.
- Pois é meu querido degustador de vocábulos, a humanidade precisa que se levante um movimento, uma bandeira entrincheirada em defesa da paz, as guerras e revoluções sanguinárias esão avançando fora do controle das autoridades.
- A questão dona prosa, é que a maioria das autoridades se corrmperam, e aí perdeu-se na autonomia.
- É justamente neste ponto que venho em nome da prosa, pedir que a poesia, por não ter se corrompido, que haja dentro das necessidades de uma nova ordem mundial em nome da paz.
- Olha Dona prosa, com certeza esse movimento né, esse levantar de tonacidade invocada pelos vocábulos, os poetas já estão empenhados, embora um pouco dispersivo, pela adversidade de localidades, mas eu me comprometo contigo, de começar a me mobilizar, acredito que nós já tenhamos um profeta da poesia chamado Rogério Miranda, que já tá prestando poeticamente um trabalho fantástico em nome da paz, vou contactar com ele para que juntos com os outros poetas, possamos pacificamente fazer dos vocábulos uma     verdadeira revolução em nome da paz.
- Olha poeta Bróis, estou envaidecido de sua aitude pode contar conosco, que somos da prosa, farei contato também com os cantadores cordelistas e  violeiros, enfim todos que fazem da cultura escrita, algo mais que memorável e relevante.

- Dedicado ao poeta da paz; Rogério Miranda.

Movido por emoção






Com todo carinho:
um presente (coletivo) explícito
para Regina Raggazi
Bruno Gaspari
Manuel Brazão
e Amartvida (Nina)
por terem-me promovido
tremenda emoções
aqui hoje
com seus poemas

Da série: poemas missivos (V carta)




Ao filho Léo
parceiro e amigo
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Quando nasceste
sussurrei
em teu ouvido:
"Aquele que queira
trilhar os caminhos
do Supremo
terá que ser feito criança"

E tu
repiraste
as primeiras moléculas
de oxigênio
contido no ar atmosférico

Depois
coloquei o teu rosto
fente a frente com o meu
e sussurrei mais uma vez
(olhando dentro do teus olhos):
- oh filho meu!!!!!!
encanto dos meus encantos
observa o mundo que te espera
e você girou a cabeça
para a esquerda
esquecendo do meu olhar
em seguida girou para a direita
contemplando a paisagem
que nos cercava
posteriormente
voltamos a fixar nossos olhares
e você me deu alegria
ao sorrir para mim
neste instante pude perceber
que concebeste o mundo que te apresentei

Deduzi
então
que fora um momento
em que a felicidade nos visitou
e lavrou nosso elo de intimidade
pelo tamanho sorriso
um sorriso de quem alimenta sonhos

Do
sorriso vem a alegria
dos sonhos
vem a esperança que nunca morre

Filho meu !!!!!!
delírio dos meus encantos
encanto dos meus delírios
quando cresceres
continua a sorrir
assim sendo a alegria
habitará em tu
feito sol
feito luz
feito mar
feito lua.