Vocábulos - Alma do Poeta

20 de out de 2011

Infinito e Eternidade (universo sem limites) - part I


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       " E se um dia for pó, cinzas... ou nada,
            não serei mais que uma sombra - sombra
                de mim mesma, rastros duma etérea passagem"

            Marilândia Rollo (movido por saudades) - Uma tremenda poetisa.

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No silêncio
das madrugadas
procuro compreender o tempo
e me deparo com o infinito

No silêncio
das madrugadas
me abro ao tempo
e revelo-lhe meus segredos
e minhas pretenções
e ele se mostra
eterno e incompenetrável

Porém
na primeira esquina
do continente, ele revela
meus segredos ao vento
neste sentido
já não me pertencem
e sim ao infinito a eternidade

No silêncio
das madrugadas
há uma solidão fascista:  em cada olhar
                                      em cada gesto
                                      em cada atitude
                                      em cada sorriso
                                      em cada choro

E neste universo humano
que nos permeia
estamos nós encurralados
feito bichos enjaulados
até os tetos de nossas moradas
estão ameaçados a todo instante
e nesta enxurrada
de maldade e violência (inata)
perdemos a liberdade humana
as pessoas já nem se cumprimentam
o receio invadiu nosso livre arbítrio.

Poemini desafio da casa - 03 - Mário Bróis.




      "Sob os pés; melodia
            Sobre o piano; anatomia"

E por falar em amor


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     "Adoro
           esse seu jeito delicado
                 de tirar minha roupa
                        e escrever no meu corpo
                                 um poema sem pudor"

- Maria de Fatima - pela beleza espontânea do poema.

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o Amor
é mesmo
uma fonte
inesgotável de inspirações

Poetas
cantadores, compositores
escritores, serenatistas...
têm exaltado
o amor
dentro de suas
incessantes nuances

Agora
perguntar-te-ei
qual sentimento
podemos equiparar com o amor?
simplesmente não há
nem  mesmo a paixão
podemos comparar

Pelo (ou por) amor
seguramos muitas barras
                      muitas ondas
encaramos tempestades
superamos distancias
aprendemos a chorar
provamos da felicidade

 Poderei
até dizer
que o amor
é sinônimo de felicidade
mas, comumente se diz
que a tal da felicidade
é um sentimento instantâneo (efêmero)

Neste sentido
o amor impera
porque
mesmo um casal
estando em desafeto
ou desentendimento
só o amor é capaz de reuni-los 

Um cego e um mudo


Certa vez
estava eu
sentado em um restaurante
aqui em Natal
poucos clientes
e o silêncio imperava

Eu
pude presenciar
uma conversa
de um cego
com um mudo
óbvio que o mudo
só ouvia
Então o cego
perguntou para o mudo:
"Camarada  me diga
(já que até agora
tu num falou nada)
me diga por favor
qual o maior sonho
de um palhaço.

- Bom! vamos fazer um enquete;
  meu caros poetas amigos
  por favor postem respostas pelo
  mudo, que depois eu darei a resposta.

Olhar felino


                                         olhar
                                         que prende os olhos
                                         fixo
                                         estático
                                         olhos a investigar

                Olhos
                felinos
                olhos que não olham
                nem enxergam

                                         Olhos
                                         de despresos
                                         olhos vulgares
                                         olhos fulgazes

                Porém
                cadê o olhar de meiguice
                cadê o olhar que enxerga
                olhos dotados de sensibilidade
                olhos que expressam sentimentos

                                           ...é desses olhos que precisamos

Poemini desafio da casa 02 - Mário Bróis.



   "No infinito silêncio
              a lua; um acalento"

Soltando prosa


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- Tum tum tum tum...
- quem é?
- sou eu!
- eu quem?
- dona prosa!
- aguarde um pouco.

      Ora, eu estava justamente ralando a cebola, (olhos ardendo que nem pimenta) e receber uma visita a essa hora, onde preparo o almoço.  Bom de qualquer  forma lavei as mãos, tirei o avental, e fui ao encontro de dona prosa.

- Já tô indo!
- ok!
- agora o danado é que eu não sei onde botei a chave da porta, ahh!! lembrei onde tá a cópia.
- entre por favor, se sinta em casa, desculpe a bagunça, moro só não gosto de empregadas auxiliando, elas têm mania de pegar meus rascunhos poéticos e jogar no lixo; mas, enfim o que desejas?

- olha eu soube, através do site "Casa da poesia" que você é um poeta atento, gosta de degustar vocábulos por cima de vocábulos, soube também que és fascinado por poesias, e acima de tudo é um amante da noite como qualquer outro notívago, é isso mesmo.

- sim, mas o que tem a ver com sua vinda aqui.
- bom vim aqui em nome de uma parceria
- mas eu não sei fazer prosa, sei rabiscar poesias.
- não tem problema, tudo tem a primeira vez
entro em acordo contigo, mas faça um favor, passe aqui amanhã, porque eu tô preparando meu almoço e depois tô indo a livraria Siciliano, onde vou declamar um poema meu para um sarau.

- tudo bem, mas posso ir a seu sarau.
- bom eu não tenho convites, no momento; entretanto vou te dar um bilhete com minha asssinatura e apresente-o na entrada, será às          dezessete horas e quarenta e cinco minutos.
- ôba, já tô lá, mas não queres nem saber o título da minha prosa que requer uma parceria?
- amanhã você me diz
- sim!!! olha, e o sarau, é de roupa formal ou pode ir simples
- prosa não enche meu saco se você for só de cueca vai ser melhor, chamará a atenção de todos; por favor agora vá.

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Barquinho laminado


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             "Meu olhar
                 e meu coração
                     sangra o suficiente
                          na pretensão do pode ser"

-Bruno Gaspari - pelos versos iluminados

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             No
            cais
            da minha eternidade

Faço
um barquinho
de papel laminado
e lanço-o
no oceano

               Pôxa!!!!!!!!!
              como as ondas
              são rápidas
              para os confins

Fizera
eu
me perder
do meu braquinha

              Resolvo
             dormir
             com o lusco-fusco vespertino
              e ao acordar
              ofuscado com
              os raios de sol
              em pleno oceano atlântico
              percebo um certo cintilar nas águas

Dei de conta
que era meu barquinho
ôbaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!
e trazia uma mesnsagem a bordo
ao remover, e abri-la

Dei de cara com versos
de uma certa dama
pretendente, só que trazia
os versos do poeta acima.

Bruno esta poesia foi inspirada após te fazer uma visita, no teu cantinho mais que poético.   Abraços.        Bróis.

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O maroleiro


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Ele 
 costumava toda manhã ao raiar do sol, sentar-se
no topo das dunas de Genipabú
e ficava horas e horas e horas
apreciando os movimento do oceano atlântico
Tinha esse costume com um ritual sagrado
costumava acariciar as areias da dunas
com se fosse os cabelo longos da sua amada

Seu nome só sei que era Renebruguer, mas
o apelido de maroleiro ganhou porque
costumava pegar marola nas ondas de Santa Rita
uma praia ao litoral Norte, onde situa-se Genipab
na verdade maroleiro desafiava as ondas
gostava de entrar no mar quando estava bravio
de uma certa feita a onda jogou-o na areia
da beira da praia:  um braço, uma perna, e costela fraturados, o ritual nestes dias fora quebrado e as dunas como de praxe, sentiu sua ausência,os sinais estavam nos ventos, uivantes, assombroso, sapecando areia por toda cidade, e a população percebeu que havia algo no ar, matéria na imprensa  e tudo mais, o povo da cidade chegou a pensar que era sinais dos últimos dias.
Pois bem, maroleiro ao retornar pro seu ritual diário
cismou de escalar as dunas numa prancha de madeira
aí foi onde fez sucesso, embora de vez em quando
ia lá no mar pegar umas ondas, mas meio desestimulado, ele achara que o mar fora covarde com ele. Agora o novo esporte flui mais adrenalina.

Também tinha um carinho todo especial
pela lagoa de Genipabu, era lá que costumava orar
antes mesmo de entrar no mar, para marolar
um dia conversando com ele falou-me que havia ali um espírito protetor daquelas águas o qual ele dialogava
A fama de  Maroleiro foi longe com a presença de        turistas que iam visitar Genipabu, fazia altas acrobacias sobre a prancha de madeira, e a fama acompanhando.  Então o Luciano Hulk, (do caldeirão), veio a Natal e fez uma matéria, uma reportagem

Entretanto no percurso de sua casa até as dunas ele costuma se unir a uma pequena galera e fumar um baseado, tornou-se viciado, com o efeito da maconha
O tempo foi passando e maroleiro caiu na armadilha do crak, droga que humilha o usuário, avassaladoramente dependente já não freqüentava nem o mar nem as dunas.  Seus pais ao constatarem a situação, internou-o numa clínica de recuperação.  Depois de oito meses ele retorna ao lar, mais forte, mais sadio
só que para o mesmo ambiente, onde as áreas de risco permeia, seus pais deveriam ter ido a outro lugar

Não deu outra, pouquinhos dias tá lá Mroleiro definhado novamente, recaído, sem prestigio expulso de casa, armou tenda nas dunas.  Porém a família entrou em contato com Luciano Hulk, pedindo ajuda

Bom resumindo um pouco estes escritos
Luciano veio a Natal, localizou-o dentro das matas das dunas e levou para Saão Paulo e até hoje, acredito que o Hulk tenha arranjado ocupação para ele.  O que o poeta aqui deseja, é que Deus esteja com ele, porque as tentações são horrveis para quem é ou foi usuário.

- Obs. No dia da filmagem do resgate dele, toda sociedade Natalense emocionou-se e chorou, assim como choro agora, pelas experiências malditas que tive na vida, e apesar do futuro ser o que já passou, difícil é tirar da memória. A emoção incidiu justamente no momento que foi localizado, e chorando disse: Luciano por favor me ajude, quero sair dessa...

Brincando com os poetas amigos.


Dos
versos
de Regina Raggazi
tomara
que meu eu
nunca rasgue

        Dos
        poemas
        de Márcia Vilarinho
        arvores pela mata
        e versos em cada ninho


Dos
Haicais
de Wagner Marim
cada vocábulo
um pedaço de mim

         Das
         poesias
         de Freitas (Sandra)
         cada estrofe
         simboliza um
         um mantra

Dos
escritos poéticos
de J Alberto
me fascino
com todo verso
seu mundo, um universo

         Das
         poesias de Renato Baptista
         um verso em cada semáforo
         um poemini em cada pista

O que dizer do tridimencionalismo poético
da amiga Irene Duarte
um texto aqui na terra,
mil poesias  em marte

     E
     Bróis (Mário)
     ufa...!!!!
     só digo uma coisa
     vocábulos desde o chão
     até dentro do armário
     ka ka ka ka ka ka ka

     Aguardem part II